sábado, 29 de julho de 2006

Inverno de esturricar

Você já teve a sensação de estar sendo “sugado”?. Ou melhor, de estar esturricando? Mas não to falando de esturricar no sol... a beira mar... com brisa fresca, água de como e copitchos desfilando pela areia.

Tô falando de falta de umidade mesmo. De ar seco. Umidade tipo 20%. Sem dúvida, isso ainda é melhor que a situação dos nossos vizinhos mineiros - sofrendo com críticos 10% (abaixo dos índices registrados nos desertos). Mas sabe o que isso significa? Significa correr sem suar, lavar a cabeça e não precisar de secador para enxuga-la, acordar no meio da madrugada com a boca seca, ter dor de cabeça e moleza no corpo. Olhar no horizonte e enxergar embasado, por causa de uma névoa seca no ar. Respirar fundo e ter a impressão de ter dado uma boa fungada num monte de terra. Isso entre outras coisas.

Ai meu Deus! Vá lá que também não me agrada os 98% de umidade (insuportáveis) em que vivem os nossos companheiros amazonenses.... mas assim também está demais.

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Contrato pré-nupcial ou Cegonha?

Você sabe o que é um contrato pré-nupcial? Já imaginou fazer um? Uma aulinha rápida então: contrato (ou acordo) pré-nupcial é um documento onde o casal detalha como ficarão as finanças do marido e da mulher tanto durante o casamento quanto em caso de separação.

A princípio uma solução e tanto para o secular e ainda utilizado golpe do baú (será mesmo?). Mas o fato é que a solução ganhou novas funcionalidades. Num bate papo com amiga, uma delas prestes a se casar, o assunto surgiu entre a lista de providências a serem tomadas até o tão esperado “SIM”!

Além do enxoval, lista de convidados, igreja, lua de mel.... também era preocupação dos noivos delimitar as obrigações de marido e mulher. Sim, por que esse negócio de que “o amor vence tudo” passou a ter tanta credibilidade quanto a D.Cegonha e Sr.Papai Noel.

Uma série de itens seria acordada entre o casal - ele, administrador e ela, arquiteta e advogada. Tudo devidamente assinado e registrado em cartório; sujeito a multa e indenização em caso de quebra de acordo por uma das partes.

Além de estabelecer a separação de bens, devaneio ou não, a lista enfileirava itens como: quem pagaria o que; quantos filhos teriam; quem levaria as crianças para a escola; quem acordaria de noite para acalmar o choro do bebê; quantas vezes por semana o casal deveria fazer sexo; quando iriam discutir a relação; quem lavaria a louça em caso de ausência da secretária; quem dormiria no sofá depois da briga; quantas viagens deveriam fazer por ano; as datas que não poderiam passar sem presente; o grau de insanidade permitido durante a TPM; os dias reservados para o jogo de futebol... e por aí vai.

Claro que diante da explanação tão enfática da amiga, algumas perguntas não quiseram calar. Quem faria a contabilidade do sexo? Sexo ruim seria registrado como crédito ou débito? Quem seria responsabilizado em caso de uma produção excessiva de “hormônios assassinos” durante a TPM? Havia um valor mínimo para os presentes, tipo o que se faz nas confraternizações de empresa? Ou jóia e CD teriam o mesmo peso? Caso a chuva atrapalhasse o jogo de futebol da semana, o crédito seria cumulativo ou não?

O contrato exigia uma análise apurada de riscos externos e internos. Todas as situações imprevistas deveriam ser previstas para que ninguém saísse prejudicado. Mas, a única conclusão que se pode chegar é que não há como pactuar sentimentos e reações. Afinal, o Ser é humano.

Bem, elas preferiram acreditar na D. Cegonha e no Sr. Papai Noel. Acreditar também que nem todo começo pressupõe um fim. Afinal, de qualquer forma, com a lentidão da justiça brasileira, é menos trabalho "juntar os caquinhos".

domingo, 16 de julho de 2006

Quando não é seu dia... não é seu dia mesmo.

Desde o acordar, já havia certa contrariedade no ar. Não queria voltar para casa ontem. Tinha ido para Maceió a trabalho e os planos eram ficar no fim de semana também. Rever os amigos, ficar um pouco mais de tempo com meus pais. Mas, não consegui remarcar a passagem. Aviões lotados. Reflexo de férias escolares. Para conseguir transferir a data da viagem teria de pagar mais de R$500,00 pela diferença de valor. Mais de R$1.000,00 estava custando o bilhete pela TAM. “Bendito” monopólio.

Sem muito o que fazer, e como não havia conseguido fazer o check-in pela Internet, preferi chegar no aeroporto com certa antecedência e garantir uma vaga na frente. A idéia era sair do avião o mais rápido possível e chegar em casa bem depressa. Vôo marcado para 15h30, às 13h40 estava com o bilhete na mão.. poltrona 1B. Primeira fileira, mais espaço. Excelente!

Mas... como aquele não era meu dia... não seria tão simples assim. Descobri que de nada adiantou me adiantar. A começar pelo atraso no embarque, que só aconteceu às 16h17. Engraçado é que nem mesmo haviam anunciado o embarque e o painel do aeroporto já informava: vôo 3577 – Brasília - Ultima chamada.

Quando chamada, fui me encaminhando ao avião. Antes de entrar, constatei mais uma vez que o glamour dos ares não é mais o mesmo. A recepção era feita por um comandante barrigudo e aeromoças com a maquiagem tão carregada que poderiam participar dos desfiles excêntricos da Fashion Week. Sem falar no cabelo repleto de “goma” (laquê? gel?...Sei lá o que!)

Ao entrar no avião, vi que havia um indivíduo no meu lugar. – “Moço, este é meu lugar”. Tratava-se de um casal “cara de pau” com um bebê de colo. – “Você se importaria de trocar de lugar? É que estamos com a neném... blá, blá, blá.”

Crianças sempre nos tocam e os pais deviam ser processados por usá-las em próprio proveito. Sem pensar muito bem, aceitei. – “Mas em que lugar devo sentar”? – “Pode ser no 22D”.

Não podia ser tão ruim assim (pensei). Respirei fundo e fui caminhando lentamente pelo corredor. O número 22 não chegava e percebia que estava cada vez mais distante de sair rápido daquele avião. Percebi também que a letra “D” referia-se aos acentos do meio. A raiva foi aumentando. Entre quem eu sentaria? Seria esmagada?

Final do corredor. Isso mesmo, os acentos 22 eram os últimos do avião. PQP! PQP mil vez! E pra completar... havia alguém sentado no tal 22D. A aeromoça Joyce estava em pé e me dirigia a ela. – “Acho que temos um problema”. Expliquei o fato. Estava com tanta raiva que falava manso e baixinho. Muito simpática ela sugeriu o acento 22B, mas esclareceu que eu não era obrigada a fazer a troca e que ela poderia pedir para que o casal voltasse para sua poltrona. Pensei na criança, no vôo que já estava atrasado e no fato de não estar disposta à encrenca. “Bendita” educação familiar!

O fato é que troquei a primeira poltrona pela última! Bela troca! Mas o pior estava ainda por vir. Depois de me acomodar, percebi que estava num “ônibus leito com asas”. Olhei para o lado, não haviam janelas. Nem uma chance de ver o céu para aliviar minha raiva contida. Num lamento... abaixei a cabeça. Um buraco no braço que dividia as duas poltronas, o chão sujo de migalhas e papéis me desanimaram mais ainda. Ergui a cabeça, respirei fundo.... e... veio então aquele cheiro desagradável do banheiro. E eram dois... bem ali, a pouco mais de 1m de distância.

Fechei os olhos, tentando me abstrair daquela situação. Mas, ao ligar o motor da aeronave.... não acreditei... estava sentado sobre ele. Barulho ensurdecedor. Quando o avião começou a se mover, as aeromoças saíram apressadas fechando os bagageiros superiores. Situação no mínimo estranha!

Será que aquilo poderia piorar? Poderia sim! Nos cinco primeiros minutos o passageiro a minha frente reclinou sua poltrona. Um palmo era a distância que faltava para encostar no meu nariz. Aos poucos a situação começou a ganhar proporções. Percebi que tranqüilidade era tudo que não teria naquele vôo. O entra e sai de pessoas no banheiro era constante. Além do trânsito, algumas se encostavam à minha poltrona, quase sentadas ao meu colo, enquanto esperavam o banheiro desocupar. Sem falar que ali era também a copa onde as aeromoças arrumavam as refeições que seriam distribuídas durante o vôo.

E foi assim durante as quase 2h15 de viagem naquele “ônibus com asas”. Pela primeira vez me arrependi de manter a fidelidade àquela companhia aérea. Desde o check-in (pela falta de informações) até a restituição demorada da bagagem. É nessas horas que sinto falta da concorrência de mercado. Será que reclamar adianta?

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

Ela vai de touca

Nada melhor que meia dúzia de mulheres reunidas para vir à tona aqueles detalhes sobre relacionamento. Aqueles, bem cabeludos, que ninguém nem ousa mencionar - a não ser em ocasiões especiais, como no tradicional café com as amigas. E essa eu não poderia deixar passar batido.

A bomba do domingo foi confidenciada lá na Bali e, de verdade, espero que somente nós tenhamos ouvido. O negócio é que ela vai pra cama (com o marido) de touca no cabelo. Acreditem caros leitores, é verdade!

Ela faz “aquilo” que vocês tão imaginando de touca. Assim... sem pudor. Na maior cara lisa.

Ou seja, o marido da nossa amiga (acalmem-se, ele não acessa o blog) é um homem “anti-broxante”. Sim... porque se ele consegue não broxar (e dá conta do recado, segundo o testemunho) vendo sua amada com touca no cabelo... ele é um herói.

Mas o que é “touca”? Não é a touca de banho. Touca é uma ferramenta feminina (ridícula) para... digamos... domar os cabelos rebeldes. Como fazer?

1º passo: penteie a cabeleira esvoaçante até desembaraçar.
2º passo: enrole a juba ao redor da cabeça como se fosse um turbante.
3ª passo: prenda as madeixas rebeldes com grampos (ou biliros) até garantir que estejam bem firmes.
4º passo: coloque uma meia-calça (estilo capuz de marginal) para evitar que os grampos saiam do lugar.
5º passo: vá dormir (de preferência)!

Ao acordar... você estará com os cabelos lisinhos, lisinhos.

Mas atenção! Esse método não é a prova d´água, suor ou ventos fortes. Submetida a essas condições climática... a “carruagem volta a ser abóbora”... e belas madeixas... ai minha filha, já eram.

Mais atenção ainda! Pelo amor de Deus... para manter sua integridade moral, garanta-se de que não há ninguém em casa. Se você é casada, procure fazer o ritual depois que o “sujeito” estiver dormindo e acorde antes, bem antes dele.

domingo, 3 de julho de 2005

Aleluia!

Eu não sabia que era tão bão. Semana passada participei no Circuito da Lua. Aleluia! Finalmente participei... depois de já terem sido realizadas seis etapas.

Gentem, pensei que fosse colocar os "bofe" pra fora. Prova curta... só 5km de corrida. Mas foi um tiro só! Naqueles 24 e poucos minutos de prova, os momentos de concentração se alternavam com a vontade de desistir. Mas afinal... era uma "catenga" ou uma mulé que estava calçando aquele par de tênis?

O povo tá de parabéns. Com todas as dificuldades de patrocínio, a maratona para conseguir voluntários comprometidos, para agregar os atletas e tantas outras coisas - como aqueles malas que sempre arranjam um motivo para reclamar - eles (Itamar, Teinha e Darlan) foram lá e fizeram. E vão fazer de novo... e mais bonito ainda.

Na verdade eu tava fugindo mesmo na prova. Talvez o receio de ser cobrada e pressionada por ter de dar algum resultado. Essa é a pior parte do esporte. Mas a motivação para estar lá veio depois que comecei a me envolver na organização das corridas de aventura.

Percebi o quanto é importante ter rostos conhecidos por perto... valorizando o trabalho e esforço. E foi mais que bacana... foi uma festa. Reunião de bons amigos.

Mês que vem to lá de novo.

domingo, 15 de maio de 2005

Areia fofa ou lama remexida?

Depois de alguns fins de semana parada, sem muitas aventuras, ontem tirei o pé da lama. Ou melhor... meti o pé na lama. Trilha lá pras bandas de Pilar, cidade há 34km de Maceió. O cenário é daqueles abençoado por Deus, mas para desfrutar aquela maravilha, claro, tinha um preço.

Pra variar... a idéia inicial era uma trilha leve. Eu, Tavares, Pinho – Os Bandeirantes, além de Aldo e outros dois figuras que conheci quando cheguei no Corpo de Bombeiros – nosso ponto de largada. Apesar de estar com tudo programado - pedal da Volta da Lagoa, trekking e remo - na saída, deu a louca e mudou tudo.

Tavares: que tal fazermos a trilha para Pilar?
Fabi: a do areão?
Tavares: é... mas como o tempo anda chuvoso a terra vai estar batida.

Nessas condições... a promessa era de ter um pedal facim facim.
Mais quando? Ledo engano! Não havia areão, mas no lugar... barro, lama (muita) e água (muita água). Depois de ontem uma dúvida: o que seria pior? Areia fofa no calor? Ou lama remexida - quase uma areai movediça - no mormaço?

Como diria Laércio... a trilha foi totalmente “adventure”. Mas no bom e velho português defendido pelo mestre Ariano Suassuna, aventura total. Além da lama, das ladeiras, dos riachos... porteiras. Muitas delas... para todos os gostos. E, onde há porteira... claro, há boi, vaca e todos os outros primos e primas. E, cla-ro, seus rastros. O que significa dizer... muita bos... muito esterco, pra ser mais bonitinho e educado.

Então já viram né? Lama + esterco + barro + água + pneu de bicicleta...

Quando tínhamos um pouco de sorte, ao lado do lamaçal encontrávamos uma moita de grama, o que ajudava a diminuir a sujeira. Com muuuita sorte, encontrávamos uma ponte kamikaze como alternativa para a travessia dos riachos. Aliás, fiquem sabendo que já to ficando mocinha. Suspendendo e atravessando a bike sozinha pelas pontes (leia-se: um pedaço de coqueiro sobre um riacho) - resultado de uma técnica nova que aprendi com o “Tosco Men”.

Mas... o visual recompensava tudo. Tempo ameno, fizemos metade do pedal margeando uma das lagoas mais bonitas de Alagoas – se não a mais – trechos que passam por trilhas cobertas pelos resquícios de Mata Atlântica.

Além da paisagem, as companhias foram um show a parte na aventura de domingo. Falo dos três figuras além dos bandeirantes – batizados por Romnel como Didi, Muçum e Zacarias (Os Trapalhões).

Logo no começo da trilha, um dos figuras decidiu encher a mochila com mangas. Naquele instante já deu pra sentir o perfil do moço, totalmente inexperiente no assunto. Medo de morrer de fome? Talvez fosse. Mas o detalhe é que eles esqueceram que além da fome, pedal também dá sede e muita sede. Daí vocês já imaginam o que aconteceu....

A mistura de pressa + inexperiência em trilha + auto suficiência espírito de equipe... não poderia render outra coisa se não... quedas. Muitas. Pra todos os gostos. Desde vôos espetaculares na lama até aterrissagem no fundo do rio. Coisa de cinema e uma nova modalidade: a aqua bike.

E ainda há quem desacredite, ou simplesmente não perceba, que o esporte antes de ser uma mera atividade física é um sinônimo de integração social. Por mais individual eu seja a modalidade, vale lembrar que aqueles que fazem história e ficam na memória são os que compartilham suas experiências e colaboram para o crescimento de quem está ao seu lado.

Nesse domingo, pela primeira vez tive o desprazer de ver um exemplo que vai contra tudo isso.

Bom... mas e a volta? Lama de novo? Não! Asfalto.
Se foi mais tranqüilo? Bem, não podemos chamar de tranqüilo um pedal de 32km contra o vento.

Chegamos em Maceió – Eu, Pinho e Tavares – às 12h20. Eu... não vou mentir... completamente moída.

Os Trapalhões? Ficaram no caminho... para beber uma cerva. Típico!

Quanto a dúvida inicial: areia fofa no calor ou lama remexida no mormaço? Ainda não tenho a resposta.



Esse visual, fotografado pelo Wladimir Togumi, foi o que motivou o "domingo adventure" e a recompensa pelos sufocos.

domingo, 20 de março de 2005

Com emoção, por favor

Ontem foi dia de pedal com meu amigo Tavares. E vejam só... como combinado, chegamos em casa antes das 9h da manhã. Incrivelmente, surpreendentemente, deu certo! Chegamos na hora. Fizemos o programado. Sem aventuras, sem esticadas, sem... sem... sem... sem... muitas linhas para contar, sem emoção. Foi tão comum.

Mas tudo bem, assumo minha culpa. Eu tinha de trabalhar às 10h e, num ato de piedade cristã, eles se sacrificaram para que euzinha não corresse o risco de levar um escracho do – salve salve – diretor.

Fomos em quatro: Tava, eu, Adriano e Rommel, que, quase aposentado, resolveu tirar as teias de aranha da bike - a filhota - e justificar o peço da magrela. O amigo não decepcionou... nem fez feio na ladeira. Tudo bem que “acompanhar a Fabí” foi a desculpa perfeita para não encarar o ritmo. Mas valeu... por acordar cedo e por não pedir "colinho". Foi um regresso bem vindo.


Na volta, o encontro com alguns companheiros de aventura, entre eles, Alfredo e Jackson. Dizem as más línguas que eu sofri, descaradamente, um assédio. Mas ó quêeee... Aldredo, 9 quilos mais magro e treinando muuuito, estava apenas me mostrando suas coxas (e que coxas) agora depiladas. É... depois de ficar em 2º lugar no circuito de ciclismo, o negócio começou a ficar sério. A última lembraça que tinha dessa cena era a de ex-namorado, nadador, que por uns tempo decidiu entrar no sacrifício da "raspagem" para tentar melhorar o tempo na piscina. E eu, tão boazinha, dei uma forcinha... sugerindo a ele e depilação com cera, muito mais duradoura. Ô dó!!!

Quanto ao Pinho e Amorim... xiiiii...